Nintendo Entertainment System (NES)
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Os melhores jogos de NES
Ação e plataforma
Jogos para dois jogadores
Puzzle e arcade
O console que reiniciou o mercado doméstico
O Famicom foi às lojas no Japão em julho de 1983. Dois anos depois a mesma máquina chegou à América do Norte como Nintendo Entertainment System: cinza, com a entrada frontal e vendida de propósito como um brinquedo, e não como um console, porque o mercado doméstico americano tinha desabado em 1983 e as lojas não queriam outro. Um dos pacotes de lançamento trazia até um robô e uma pistola de luz. A Nintendo também decidia o que era publicado: fabricava os cartuchos e colocava um selo na caixa de cada jogo licenciado.
O cartucho explica por que a máquina ainda tem essa sensação. Não há carregamento: você aperta Start e o jogo já está rodando. E como o cartucho era hardware, as editoras podiam colocar chips extras lá dentro; por isso um jogo de 1990 tem cenários mais longos, mais fases e mais animação do que qualquer coisa que o console conseguia fazer em 1985.
Por onde começar
Mega Man 2 é a primeira parada de sempre: você escolhe a ordem das fases, e cada chefe derrotado deixa com você a arma que facilita o próximo. Castlevania é mais duro — o pulo não se corrige no ar, então cada salto é uma decisão sem volta. Contra é o run and gun de dois jogadores que todo mundo lembra, e o código digitado na tela de título (cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B, A) continua dando trinta vidas.
Para algo mais leve, Excitebike dura alguns minutos e deixa você desenhar a própria pista, e River City Ransom é um beat ‘em up em que o dinheiro tirado dos adversários é gasto em comida e em melhorias permanentes.
Por que esses jogos são tão difíceis
Ninja Gaiden e Battletoads têm fama, e ela é merecida, mas a dificuldade não era maldade. A memória do cartucho era pequena e a maioria dos jogos não tinha como salvar, então a duração vinha da repetição: era para você perder, aprender o padrão e recomeçar, como em uma máquina de fliperama. Double Dragon e Punch-Out!! partem da mesma ideia — Punch-Out!! em especial é um teste de memória, em que cada adversário tem um gesto que o entrega, e você lê ou não lê.
Esse jogo aparece duas vezes no catálogo, e vale saber por quê: Mike Tyson’s Punch-Out!! é a edição de 1987, e o Punch-Out!! sem sobrenome é a posterior, publicada depois que a licença venceu e o último adversário foi trocado.
Dois botões e um direcional
O console inteiro é um direcional, A, B, Start e Select; é por isso que esses jogos se aprendem em um segundo. Tudo é jogável no teclado por padrão, e a tabela de controles de cada página de jogo mostra o mapeamento exato. Qualquer controle USB ou Bluetooth é detectado assim que você aperta um botão.
O progresso fica guardado no seu navegador, então a partida que você começou hoje continua lá amanhã no mesmo dispositivo — que é como a maioria das pessoas termina jogos que saíram sem salvamento.